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kelisaverio Moderador

Registrado em: Sexta-Feira, 14 de Abril de 2006 Mensagens: 8774 Localização: São Paulo / Brasil
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Enviada: Sex Jul 30, 2010 4:07 pm Assunto: Barrichello, 10 anos depois |
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Barrichello, 10 anos depois
http://lucmonteiro.blogspot.com/2010/07/barrichello-10-anos-depois.html
Faz dez anos, hoje, que Rubens Barrichello entrou para a galeria de vencedores da Fórmula 1. A conturbada corrida de Hockenheim, para quem acompanha automobilismo, consolidou um daqueles momentos que despertam a pergunta “o que você estava fazendo quando Barrichello ganhou a primeira dele?”.
Eu, como praticamente todo mundo que passa os olhos inadvertidamente aqui pelo BLuc, estava vendo a corrida, em meio aos resquícios da minha festa de sábado. Resquícios que incluíam um casal de amigos dormindo no sofá da sala porque nenhum dos dois tinha condições de ir dirigindo para casa, e como só tinha TV na sala não me fiz de rogado, a casa era minha e os pombinhos que fossem embora. Não foram, a TV não os atrapalhou, até que um maluco invadiu a pista, a pista da corrida do Barrichello, e eu armei um salseiro dentro de casa, os amigos acordaram. Já estavam quase sóbrios.
Fato é que o GP da Alemanha de 2000 foi um dos mais interessantes dos meus 22 anos de sapo de automobilismo. O guru Flavio Gomes, que via de regra acha as corridas um saco, também é dessa opinião, conforme escreveu dia desses em sua coluna.
É claro que tudo mudou desde que Barrichello ganhou seu primeiro GP, sobretudo o próprio Barrichello, que de lá para cá viveu praticamente todos os tipos de ambiente de trabalho a que a F1 poderia sujeitá-lo. Esse esporte que escolheu exige personalidade e presença de espírito para lidar com situações. Tivesse dedicado sua carreira ao golfe e não seria envolvido em tantas piadas, cobranças, ofensas.
O automobilismo transforma atletas em ídolos, e ídolos, importem-se com isso ou não, são julgados pela audiência. São aprovados, ou reprovados, e a vida segue seu curso formando heróis e vilões por puro capricho. Rubens assumiu inadvertidamente um fardo que não era seu, quando viu-se, em 1994, como principal nome do país num esporte de tanta projeção quanto a F1. Isso o fez envelhecer quando ainda era bastante jovem.
Agora, do alto dos 38 anos e reconhecidamente amadurecido, é que parece aproveitar os bons frutos de seu ofício. Parece ter aprendido a levar numa boa as coisas da vida e do esporte. O Rubinho que pegava na partida com os sarros que levava nos insossos humorísticos da televisão deu lugar ao Rubens que vai ao próprio programa tirar onda junto com seus integrantes.
Rubens hoje passa a imagem de dedicado pai de família. Em tudo que diz, faz menção ao legado moral que pretende deixar para os filhos – salvo engano cronológico, não existiam Eduardo e Fernando dez anos atrás. Apesar do contato que os meninos têm com as corridas, não força a barra para vê-los pilotos. Deixa a critério dos dois escolher o que vão fazer da vida.
Rubens Gonçalves Barrichello, talvez por mera conveniência, não atenha-se a números para definir seu currículo profissional. Prefere observar, sim, que ninguém fica num ambiente de trabalho como a F1 se não tiver sucesso – e são palavras de quem está lá há 18 anos, um recorde absoluto.
A aposentadoria não costuma fazer parte de suas considerações. A carreira do piloto não deve terminar na F1, e Rubens não esconde de ninguém a vontade de correr no Brasil. Soa mais como curiosidade do que propriamente um planejamento profissional. Para depois de seu último Grande Prêmio na F1, o que o paulistano tem planejado é dedicar-se ainda mais ao instituto filantrópico que mantém em parceria com o amigo de infância Tony Kanaan, também piloto. Rubens, e foi ele mesmo quem o disse, foi bastante ajudado na vida, e pensa em retribuir, a seu modo.
Antes disso, Rubens tem tempo para mais conquistas nas pistas. Principalmente porque seu público parece ter entendido, enfim, que há bons motivos para aplaudi-lo. Como todos, até seus mais ferinos críticos, o aplaudiram naquele 30 de julho de 2000.
Vou na onda de todo mundo que escreve em blogs, embora o meu seja o primo-paupérrimo de qualquer lista, e atiro aqui um clipe sobre a corrida de dez anos atrás. Começa ao som de Colin Hay, depois entra a narração do Galvão Bueno. Foi bem montado, os devidos créditos aparecem do começo ao fim. _________________

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kelisaverio Moderador

Registrado em: Sexta-Feira, 14 de Abril de 2006 Mensagens: 8774 Localização: São Paulo / Brasil
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Enviada: Sex Jul 30, 2010 4:17 pm Assunto: |
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Vamos relembrar essa vitoria magnifica, inesquecivel
http://www.youtube.com/watch?v=nhhNgc1uAOc&feature=PlayList&p=1C0C1944AD9BDB46&playnext=1&playnext_from=PL&index=1
Ultima volta
Narração: Galvão Bueno
Ai vem Rubinho, pra completar a volta
Passa Barrichello, traz a Ferrari
6823 metros separando Barrichello da vitória que ele tanto sonha, que a tanto tempo espera
Agora já são 6500metros
Aos pouso de forma ainda tímida a equipe Ferrari vai se posicionando
Ai vão todos buscando posição para saldar Rubens Barrichello
Toda a equipe Ferrari
É o momento bonito da F-1
Ai Vem Rubinho que arriscou tudo
Capricha Rubinho, nas pontas dos dedos que você merece
La vem ele,
Ela teria que ser assim depois de tanto tempo
Tantas e tantas vezes Barrichello namorou sua vitória
E ela teria que vim assim dramática ,com parada para troca de pneu, com um alucinado andando na pista, com chuva, com ele com pneu de pista seca na chuva
Eu olho pro Burti do meu Lado, o Burti chora na Cabine
Ai vem Rubinho,
Vem para os metros finais
Finalmente o dia vai chegar
Ai o Schumacher
Pra torcer pelo Rubinho
Rubinho faz pontos pra ele e pra Schumacher
Ai o Hakkinen,
Vem se aproximando Rubinho
O Rubinho vai chegar, e eu vou ficar de olho para ver ele aparecer no estádio
Ai o Coulthard que é o 3º colocado
Vamos para os metros finais da prova
É a 11º etapa da F1 2000
Rubens Barrichello entra no estádio
Agora são 3 curvas
O torcedor alemão toca buzina, agita as bandeiras da Ferrari
Capricha Rubinho, Capricha que é o seu dia
Capricha que é o seu momento
O Brasil inteira vibrando com você
Ai vem Rubens Barrichello
E nós vamos ouvir o tema da vitória
Que a 7 anos não tocávamos
Ai Vem Rubinho na ponta dos dedos
Rubens Rubens Rubens Rubens Barrichello do BRasillllllllllllllllllll
Tan Tan Tannnnnn, Ta Ta Tannnnnnnnn
Rubens Barrichello do Brasil Vence de forma brilhante o Grande Premio da Alemanha
Chegou o dia
Foram 7 anos de espera na F1 Brasileira
De novo no alto do podio
Ai a Festa da Ferrari
Teria que ser assim, teria que ser de forma dramática,
E reparem que eles festejam mais que festejam normalmente
Vibre mesmo Rubinho
Solte o Ar, solte o sinto, bate no sinto levanta do carro, faz o que você quizer
A bandeira Brasileiro
Valeu Rubinho
Isso Rubinho, solta o cinto e levanta do carro
Ergue seu punho, viva seu momento
Faça rolar suas lágrimas, porque elas são de alegria mas são também, de uma carreira muito sofrida
De muita gente que não acredita , de gente que tem o mal habito, de não respeitar o talento dos outros
Chega o Momento de Rubens Barrichello
A vitória é sua Rubinho
É do automobilismo brasileiro
Rubens Barrichello do BRasilllllllll _________________

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Débora Valécio

Registrado em: Quinta-Feira, 13 de Abril de 2006 Mensagens: 4595 Localização: Salvador
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Enviada: Sex Jul 30, 2010 8:43 pm Assunto: |
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Chorei muito nesse dia...choro até hj quando assisto ou vejo na tv...afff..muita emoção.
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nofoente
Registrado em: Quinta-Feira, 31 de Agosto de 2006 Mensagens: 184
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Enviada: Ter Ago 03, 2010 9:51 am Assunto: |
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Foi muito lindo neste dia. Estava eu lá em mais um domingo. Acordei cedo de tanta ansiedade e expectativa, mesmo sabendo que o Rubinho era 18. Rubinho vinha alucinado, passando todo muito, era muito rápido. Praticamente a TV só mostrava o cara que largou em 18 e estava passando todo mundo. Daí veio o louco que entrou na pista, Safety-car. Até no momento em que os carros aguardavam a saída do safety-car, rubinho estava agressivo, percebia-se na maneira que ele fazia aquele zigue e zague para aquecer os pneus. Quando veio a chuva e todo mundo entrou para trocar pneus, meu coração disparou, e percebí que eu estaria participando da história da fórmula 1, ao vivo, com minha esposa e meu filho Gustavo de apenas 3 anos que no momento segurava um miniatura da ferrari. Eu e minha esposa choravámos muito, como criança. É simplesmente inesquecível.
Foi a mais bela vitória de um piloto.
Obrigado Rubinho |
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